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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Alfabetização

Oi pessoal!

Hoje me questionei, por que falam tão mal da educação do Brasil? Será que o problema é a falta de interesse dos alunos ou a qualificação dos professores? Será que a graduação oferece ao professor condições necessárias para que tenha total segurança de ensinar uma turma de aproximadamente 30 alunos? Ou melhor será que temos bons professores desvalorizados? Tantas questões mal resolvidas, porém ainda tenho esperança que tudo isso vai mudar. Bom isso foi um desabafo, vamos ao post de hoje.

Sabe aquele momento que o professor se pergunta, como vou alfabetizar essa criança, quais atividades e como vou fazer? Então, esse post vai tirar suas dúvidas e dar dicas para esse conflito.

1.       Identificar o que cada criança já sabe

O primeiro passo é verificar o que as crianças já sabem, através de uma sondagem. A sondagem deve ser significativa pra criança, ou seja, deve ter uma relação pessoal. Por exemplo:
- O que fez nas férias?
- Fui ao parque.
- E que tal você escrever o que mais gostou de ver no parque? (o professor pode sugerir palavras)

As palavras ditadas devem estar no mesmo campo semântico com quantidades diferentes de sílabas.

Em uma sala de aula apresenta uma variedade enorme de saberes, com estudantes pré-silábicos (quando as letras usadas na escrita não têm relação com a fala), silábicos sem valor sonoro (representando cada sílaba com uma letra aleatória), com valor sonoro (usando uma das letras da sílaba para representá-la), silábico-alfabéticos (que alternam a representação silábica com uma ou mais letras da sílaba) e, finalmente, alfabéticos (que escrevem convencionalmente, apesar de eventuais erros ortográficos).

Dica:

Mapa dos saberes
É uma forma de usar os diagnósticos das sondagens e formar grupos que apresentam os mesmos saberes. Uma criança pré-silábica, apresenta uma intervenção diferente de uma criança silábico-alfabético, portanto precisam de atividades diferenciadas.

2.       Realizar atividades com o foco no sistema de escrita

É necessário que o professor crie momentos que os alunos sejam convidados a pensar sobre relações grafofônicas (letras e fonemas). A intenção é que a criança tenha a percepção de quais e quantas letras usar, a professora deve fazer intervenções para que isso aconteça, como: “qual letra começa essa palavra? E com qual termina? Quem da sala começa com a mesma letra? Com indagações a criança faz associação e assim identifica e compreende a relação das letras.

Dica:

Não devemos forçar a leitura e nem fazer cópias de textos. A leitura de palavras que diariamente visualizam é um bom começo.
Atividades com os nomes e rótulos e uma sugestão, onde vão compreender de forma significativa e assim associar com outras palavras.

3.       Realizar atividades com o foco no sistema de linguagem

É importante que entendam para que se escreve e para quem, mostrar que existem diversos tipos de textos e assim estimular a criança a escrita.

Dica:

A leitura de diversos gêneros possibilita a criança a ampliar seu conhecimento e de forma concreta perceber as diferenças.
Quando visualizam a escrita conseguem ter a percepção da organização das palavras, assim o professor pode sugerir que façam textos coletivos, onde eles serão os autores e o professor o escriba e assim poderá fazer as intervenções sugerindo alterações.

4.       Utilizar projetos didáticos para a alfabetização

O projeto faz com que o professor estabeleça uma sequência e organização com um tema de interesse dos alunos. A aprendizagem torna-se significativa e o propósito é que seja desenvolvido com diversos tipos de recursos e o produto final seja divulgado a outras pessoas, ou seja, deve ter uma finalidade proposital para ser apresentada. Por exemplo: Em um projeto de reciclagem, as crianças têm o desenvolvimento, a coleta de lixo, a separação e a colaboração, onde sugeriram fazer panfletos para divulgar, com isso irão apresentar de forma concreta suas escritas. Desta forma estimula a criança a fazer algo que promova uma boa ação e acarretará a fazer algo da melhor forma possível.

5.       Trabalhar com sequencias didáticas

São atividades focadas num conteúdo específico, em que uma etapa está ligada à outra. Na alfabetização, as sequências podem ser usadas para focar aspectos tanto da leitura como do sistema de escrita.
A sequência deve estar fundamentada ao que quer ensinar e o que vai avaliar a partir dela, não deve fugir do foco.

Dica:

Um dos recursos que podem ser utilizado em uma sequência de leitura são coletâneas de livros ou livros com temas semelhantes, onde o objetivo é identificar as características e proporcionar mudanças nas histórias e ao final uma construção da própria história da turma reformulada a partir dos livros lidos.

6.       Incluir atividades permanentes na rotina

Promover momentos na rotina que inclua a interação com histórias, contos, parlendas, jornais, revistas, alfabeto móvel, jogos de palavras, entre outros.

Dica:

Cartazes na sala faz com que o aluno tenha contato com as palavras e estimula a leitura. Os cartazes podem ser escritos pela professora ou até por eles.


O Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado em 2009 pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, expressam uma realidade absurda. De acordo com o índice, quatro em cada dez brasileiros que cursaram até a 4ª série e hoje têm entre 15 e 24 anos de idade não conseguem compreender nada além de um pequeno bilhete ou anúncio. Um fracasso que, em grande medida, tem como responsável uma concepção de ensino inadequada, que predominou nas salas de aula durante boa parte do século passado. As atividades eram de cópia e memorização das famílias silábicas, professores reduziram a alfabetização a uma atividade de decifração em que ler era decorar sílabas, e escrever, repeti-las à exaustão. Havia um problema grave sobre o que se ensinava, pois a escrita era abordada sem seu aspecto comunicativo. 

Essa é a forma que conhecemos como tradicional, muitos educadores ainda utilizam esse método achando o mais fácil, porém não é indicado e também não promove aprendizagem.

A melhor forma é o sistema de escrita alfabético em meio às práticas sociais de linguagem em que ele se expressa. Em outras palavras, conhecer os diferentes tipos de texto, suas funções comunicativas e as formas como eles devem ser produzidos é fundamental para que os alunos saibam como interpretá-los e concebê-los.
Devemos ter em mente que o aluno precisa aprender com prazer e não por exaustão.


Espero que tenham gostado do post,

Beijinhos!

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