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sexta-feira, 13 de março de 2015

Adeus às fraldas!

Oi pessoal!


Vamos falar de um assunto que muitos pais e também de alguns profissionais têm dúvida, como tirar a fralda da criança de forma natural e positiva? Venha conferir o post e veja o que fazer.

Esse momento da retirada das fraldas é muito importante tanto para a criança quanto para os pais, pois é um processo onde pode ocorrer naturalmente ou frustrador. Para que aconteça de forma saudável, é importante seguir alguns fatores e um deles é a parceria entre escola e família.

Existe uma idade certa para a retirada da fralda?

Não. O momento ideal para a retirada varia de acordo com o ritmo de desenvolvimento e maturidade de cada criança e também da sociedade que está inserida.

Você sabia?

Alguns países como China e Quênia o treino para o uso do banheiro começa antes do primeiro ano e vida, um dos motivos é por questões socioeconômicas.


Devemos respeitar a maturidade física e emocional da criança, desta forma facilitará o processo de retirada das fraldas.  Se antecipar ou adiar, pode gerar alguns problemas como insegurança, pouca autoestima, prisão de ventre, ansiedade e entre outros.

Quando a criança já tem a percepção de controlar as fezes e a urina, apresentando incomodo com a fralda, pode ser um bom momento para iniciar a retirada das fraldas. Porém deve ser de forma natural e nunca agressiva com a criança, pois mesmo que consiga pedir para ir ao banheiro é natural que algumas vezes escape e faça na roupa, nunca brigue para não frustrar a criança.

O diálogo entre família e escola é fundamental, pois ambas devem agir da mesma forma, para não deixar a criança confusa. Quando se retira a fralda não deve voltar a usar, a criança pode regredir e isso acaba atrapalhando em seu desenvolvimento. No início dormir de fralda é até permitido, quando iniciar a retirada antes de dormir deve leva-la ao banheiro e comunicar que estará sem fralda e assim que acordar irá ao banheiro.

Dicas:

1.       Converse com a criança antes de iniciar o trabalho de retirada das fraldas;

2.       Dê preferência da retirada no verão, por usar menos roupas.

3.       Evite iniciar o trabalho da retirada se a criança estiver passando por mudanças, como nascimento de um irmão, separação dos pais, mudança de casa, perdas importantes, etc.

4.       Mantenha uma rotina diária com a criança

5.       Tenha muita paciência com as escapadas de xixi e cocô, faz parte do aprendizado da criança.

6.       Evite comparações com outras crianças.

7.       Permita que a criança escolha entre o vaso e o penico.

8.       Em caso de uso de penico, deve mantê-lo no banheiro.

9.       Mostre o processo completo: como se sentar, limpar, dar a descarga e lavar as mãos.

10.   Incentive a criança a visar sempre que sentir vontade de usar o banheiro, nunca a segurar duas necessidades.

11.   Nunca brigue ou exponha as dificuldades da criança em deixar as fraldas.

12.   Comemore sempre que a criança conseguir fazer xixi e cocô no lugar adequado.

Estimule a criança
Contar histórias relacionadas a retirada das fraldas é de suma importância.

Sugestões:

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Espero que tenham gostado do post. 
Beijinhos*

quarta-feira, 11 de março de 2015

10 atividades para trabalhar ortografia

Oi pessoal!

Como prometido esse post será apenas de sugestões de como trabalhar ortografia de forma prática. Vamos usar atividades impressas como um complemento, é bom variar para não ficar exaustivo para os alunos. Segue uma lista de atividades para ser feito nas series inicias.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES

Técnicas para reforçar a ortografia.

1- Monte e remonte:

Escreva no quadro ou em folha uma palavra que tenha o menor número de letras repetidas. Estipular um tempo para a duração da atividade e pedir aos alunos para lembrarem e escreverem o maior número de palavras possíveis com as letras dessa palavra, sem repeti-las no mesmo termo encontrado.

Obs.: Esta atividade trabalha a rapidez, percepção visual, ortografia e vocabulário.
Exemplo: Palavra escolhida: PERNAMBUCO:
Palavras encontradas: perna- barco- compra- boca- nabo- banco- copa- ano- reco- rapé- ópera- amor- rebu- comer- peru- perca- bem- não- rena- buraco- mar- muro- pano- pé- cor- pera- rã- mãe- pena- uno- Nabuco- pau- cobra- Mané- Norma- Carmem.

2- Palavra puxa palavra:
Nessa atividade, o professor lança uma palavra e os alunos apresentam outras que se relacionem com a primeira.

Exemplo: Palavra escolhida: FOGO.

Palavras relacionadas: incêndio- dor- ambulância- feridos- bombeiro- morte- gritos- pânico- tristeza- medo- fogão- comida- queimadura.

3- Memória auditiva:

O professor diz uma frase que deve ser repetida e ampliada pelo aluno.
Exemplo:
Professor: Fui ao zoológico e vi um elefante...
Aluno 1: Fui ao zoológico e vi um elefante e um urso...
Aluno 2: Fui ao zoológico e vi um elefante, um urso e uma girafa...

4- Construção de palavras

 Dizer duas palavras: O aluno deverá separar a primeira sílaba de cada uma e formar outra:

Exemplo:
Pedal – Rato: Pera
Figura – Tapete: Fita
Usando a mesma técnica, aumentar o número de palavras, criando dificuldades crescentes.

5- Invente e conte:

Espalhar sobre as mesmas várias gravuras que retratem ambientes e personagens.
Cada aluno deverá selecionar uma delas e criar uma narrativa oral em que a figura sirva de cenário para a história vivida pela personagem da gravura. Chamar a atenção dos alunos para a sequência lógica dos fatos narrados.

6- Brincando de poeta:

O professor oferece aos alunos uma caixa contendo cartões, cada um com uma palavra, sendo que as palavras rimam entre si.
Exemplo: pato- mato- gato
Coelho- Botelho- joelho
Abelha- orelha- ovelha

Cada aluno, após ter recebido um dos cartões, deverá procurar entre os colegas aqueles que têm o cartão com uma palavra que rime com a sua.
Agrupados por terminação, os alunos escreverão outras palavras que rimem com as que já possuem.

7- De mãos dadas com a poesia.

Material: Textos sobre amor, paixão, ou outros sentimentos humanos (Sugestão: Música: Coração de Estudante, de Milton Nascimento), papel, caneta.
Ler o texto, ouvir e cantar a música.
O professor convida os alunos a analisarem seu coração, dizendo-lhes:

• Abra seu coração.

• O que você vê dentro dele?

• O que sente?

• O que lhe incomoda?

• O que gostaria de dizer em nome dele?

Logo após, passe para o papel o que seu coração gostaria de falar se tivesse voz.

O trabalho pode ser ilustrado.

8- Contando histórias:

Material: textos de Contos de Fadas e Paródias. (Sugestões: Chapeuzinho Vermelho de raiva, Chapeuzinho Amarelo).

Iniciar a atividade perguntando à turma se alguém quer contar um conto de fadas. Se não houver voluntários, começar a história e pedir que os alunos continuem. Pedir aos alunos que relembrem os contos de fadas, atualizando-as. Como seria a história se acontecesse hoje? Naturalmente, introduzindo-se elementos do cotidiano na vida moderna, surge uma nova história.
Exemplo: “A casa dos três porquinhos tinha um alarme eletrônico e um visor detectava a aproximação do lobo”.

“Os caçadores do lobo, que comeu a vovó, usavam um helicóptero de resgate da polícia para capturá-lo”.

9- Viagem ao espaço infinito da imaginação.

Distribuir papel e caneta hidrográfica para a turma e colocar no fundo musical. Pedir aos alunos que coloquem a ponta da caneta sobre o papel e, de olhos fechados, acompanhem o ritmo da música desenhando sobre o papel.

Desligar a música e, imediatamente, todos devem parar de desenhar e abrir os olhos para ver o desenho que fizeram.

A partir das linhas traçadas, colorindo os espaços vazios, os alunos vão criar um espaço mágico, um novo universo, e nele um novo planeta também. Assim, como o autor do texto, Ziraldo, (Flicts) cada aluno criará seu planeta. Os alunos vão também batizar o planeta com um nome bem sugestivo. Será feito um sorteio, em uma caixa deve conter as consoantes e na outra vogais, cada criança poderá tirar 2 letras de cada caixa e assim formar o nome do seu planeta.

Registrar o nome do planeta e localizá-lo no espaço mágico. Tendo em vista a cor, a localização e o nome, atribuir-lhe cinco características.

Na segunda etapa de criação, falar sobre:
  •  A origem do novo planeta;
  • O papel que desempenha no mundo;
  • Seu relacionamento com os astros a sua volta;
  • A mensagem que gostaria de transmitir.


10- Jogo das cores.

Material: folhas de papel, lápis preto e de cor e caixa de papel para colocar as perguntas.

O professor coloca numa caixa várias perguntas cujas respostas deverão ser dadas pelos alunos através da escolha de uma cor.

Exemplo: Qual é a cor do amor? E da alegria, da felicidade, da paz, da sabedoria, da pureza, da satisfação, da calma, da paciência? Justifique sua resposta.

O aluno escolherá um sentimento e escreverá seu nome na cor que, em sua opinião mais combina com o sentimento escolhido.
Exemplo: AMOR: azul

Com cada umas das letras do termo escolhido, o aluno escreverá outras palavras, relacionadas pelo sentido:
Amizade
Meiguice
Orgulho
Riso

Ilustrar a palavra, fazendo um desenho com a cor escolhida. O professor poderá fixar os desenhos agrupados por cor no mural, formando assim um arco-íris. Os desenhos poderão, também ser utilizados como ilustração de um livro de “criação coletiva”.



Tendo em mãos estas sugestões o professor pode trabalhar ortografia de forma agradável e satisfatória para os alunos. Basta portanto, usar da criatividade e da vontade de ver seu aluno escrevendo corretamente.

Espero que o post contribua de alguma forma.
Beijinhos*

segunda-feira, 2 de março de 2015

Ortografia: Quando e como ensinar?

Oi pessoal!

Resultado de imagem para ortografiaQuem não tem dúvida em escrever algumas palavras que atire a primeira pedra! É comum ter dúvidas na grafia correta das palavras, não tenha vergonha. Os erros não são apenas de crianças que estão sendo alfabetizadas, encontramos pessoas em diversos níveis de formação acadêmica, até mesmo professores, pois usamos palavras informais frequentemente e não temos o hábito de aperfeiçoar nosso vocabulário. No caso as crianças eles escrevem o que falam e a partir da alfabetização é importante mostrar a forma correta das palavras, mas como ensinar a ortografia para as crianças? Essa é uma dúvida de muitos professores, então o post de hoje irá explicar isso.

É necessário estimular o aprendizado da língua que é oficial do país, no caso da língua portuguesa que nem sempre escrevemos o que falamos, assim é necessário que a criança tenha a percepção e compreensão das palavras certas para não criar hábitos de escrever errado.

Quando começar a ensinar?

Assim que o estudante começa a entender o sistema de escrita alfabética, geralmente no 1º ano, onde já aprendeu o valor sonoro das letras e consegue ler e escrever pequenos textos. Não passe para o aluno que ele irá aprender na hora certa, se surgir conflitos na hora da escrita devemos ajudar o aluno a refletir sobre os erros ortográficos, assim ele internaliza as regras naturalmente.

Por que escrevemos assim?

As crianças sempre indagam sobre algumas palavras e nós como professores devemos tirar suas dúvidas. É preciso deixar bem claro para os alunos que todas as regras ortográficas são fruto de uma convenção social, que são estabelecidas para padronizar a escrita.

O que o professor pode fazer?

Devemos criar meios de reflexão para que o aluno compreenda a partir de seus erros a forma correta. O professor deve ter um olhar individualizado para cada aluno e assim ter percepção das dificuldades e desafiar para obter aprendizado. Nunca um professor deve deixar o aluno na dúvida, deve sempre buscar formas para responder seus alunos.

Sabemos que o maior desafio do professor é elaborar situações didáticas que permitam à turma compreender as conexões entre a língua e a ortografia, mas é importante ter criatividade e conhecimento das dificuldades da turma, para tornar a escrita uma forma prazerosa e não algo difícil.

Quais atividades propor para os alunos?

A memorização não significa que o aluno vai decorar como se escreve as palavras (irregulares) através da repetição ou exercícios de treino descontextualizado e isolado, mas sim através de leitura, contos, recontos, escrita e reescrita (quando vai ser trabalhada a autocorreção, correção coletiva, em produções coletivas e correção individual). 

Para planejar a atividade o professor deve ter conhecimento das dificuldades.  


Teoria

A convenção que unifica a escrita das palavras em Língua Portuguesa exige algum esforço para ser compreendida. Observe abaixo os casos mais freqüentes, seguidos de exemplos práticos.

Regulares — São as palavras cuja grafia podemos prever e escrever, mesmo sem conhecê-las, porque existe um "princípio gerativo", regra que se aplica à maioria das palavras da nossa língua. As correspondências regulares podem ser de três tipos:

Diretas — Inclui a grafia de palavras com p, b, t, d, f e v (exemplo: pato, bode ou fivela). Não há outra letra competindo com elas, mas é comum a criança ter dificuldade para usá-las por causa do pouco conhecimento da pronúncia.

Contextuais — A "disputa" entre o r e o rr é o melhor exemplo desse tipo de correspondência. A grafia que devemos memorizar varia em função do som da letra. Por exemplo: para o som do "r forte", usamos r tanto no início da palavra (risada), como no começo de sílabas precedidas de consoante (genro). Quando o mesmo som de "r forte" aparece entre vogais, sabemos que temos que usar rr (carro, serrote). E, quando queremos registrar o outro som do r, que alguns chamam de "brando", usamos só um r, como em careca e braço. Essa variedade explica por que, a princípio, as crianças têm tanta dificuldade.

Morfológico-gramaticais — Nesse caso são os aspectos ligados à categoria gramatical da palavra que estabelecem a regra com base na qual ela será escrita. Por exemplo: adjetivos que indicam o lugar onde a pessoa nasceu se escrevem com esa (francesa, portuguesa), enquanto substantivos derivados se escrevem com eza (certeza, de certo; avareza, de avaro). Na maioria dos casos essas regras envolvem morfemas (partes internas que compõem a palavra), sobretudo sufixos que indicam a família gramatical.

Irregulares — Não há regras que ajudem o estudante a escrever corretamente. A única saída é memorizar a grafia ou recorrer ao dicionário. Elas se concentram principalmente na escrita:

• do som do s (seguro, cidade, auxílio);

• do som do j (girafa, jiló);

• do som do z (zebu, casa);

• do som do x (enxada, enchente);

• o emprego do h inicial (hora, harpa);

• a disputa entre e, i , o e u em sílabas átonas que não estão no final de palavras (seguro, tamborim);

• ditongos que têm pronúncia "reduzida" (caixa, madeira, vassoura etc.).

Texto retirado do site: Revista Escola


O próximo post mostrará sugestões de atividades, aguardem!

Espero que esse post tenha ajudado.


Beijinhos*